sexta-feira, 8 de março de 2013

Dia da Mulher


Hoje é o Dia Internacional da Mulher.
Já tive a oportunidade de escrever sobre isso anteriormente; eu não concordo com a data – aliás não concordo com datas comemorativas de forma geral.
Neste dia as mulheres todas recebem atenção, botões de rosa, bombons, verdadeiras declarações de amor de seus maridos, filhos, chefes, subalternos, amigos e etc.
Se duvidar até o Porteiro do prédio se apressa em cumprimentar as moradoras e o Ascensorista do escritório também não vai deixar a data passar em branco.
E nos outros dias?
Ah, nos outros dias a mulher volta a ser escravizada pelos compromissos, soterrada por inúmeras obrigações, prisioneira de sua família, enlouquecida pelo binômio casa-trabalho. Quase ninguém se lembra dela como mulher.
Teoricamente liberta nos anos 60 com a revolução sexual liderada por Betty Friedan no seu emblemático livro A Mística Feminina (1963), a mulher se viu, de repente, presa no emaranhado da vida moderna, compromissada com o desenvolvimento de uma sociedade que ela ajudou a criar.
A partir daí, a mulher abandonava definitivamente a vida doméstica e o cuidado exclusivo do lar e filhos para ser cada vez mais atuante no mercado de trabalho, onde conseguiu se firmar com espantosa velocidade. De forma irreversível dava adeus ao sossego da casa para se tornar empresária, profissional liberal ou executiva tomando importantes decisões.
Assim, muito particularmente acredito que o Dia da Mulher não pode se resumir num único dia – mas deve ser comemorado todos os dias! Basta de hipocrisia pois mulheres e homens não são rivais mas sim parceiros, ambos trabalhando em pról de um mundo melhor para todos.
Por isso o meu discurso é um pouco diferente: parabéns às mulheres não só por hoje mas por todos os dias, agradecendo pela companhia nessa nossa caminhada pela existência terrena! É graças à mulher que o mundo evolui com mais harmonia, graça, sabedoria e equilíbrio!
Precisa algo melhor?

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Dura Lei, Seca Lei...


Se você gosta de sair e se divertir com sua família, seus amigos, adora aquelas reuniões bem animadas num restaurante ou na sua pizzaria preferida, pode esquecer aquele choppinho gelado ou a brasileiríssima caipirinha: não vai poder dirigir seu carro na volta.
O bom e velho scotch só em casa e o vinho foi banido na mesa daquele jantar romântico – ou o motorista de táxi vai ser testemunha das confidências mais íntimas.
Cuidado também com o bombom recheado de rum na festinha de aniversário do seu sobrinho e nem pense em usar enxaguante bucal antes de sair do escritório: se você for flagrado por uma blitz da Lei Seca, corre o risco de ser preso.
É certo que o endurecimento no tipo de conduta do motorista brasileiro precisava ser feito – ainda que tardiamente. Foram muitos os acidentes provocados por condutores alcoolizados com a perda de milhares de vidas; não há como discordar que a legislação precisava ser mudada. Se as pessoas não têm bom-senso, responsabilidade e autocontole, não resta outra alternativa senão o rigor da lei. A partir de agora, dirigir no Brasil virou coisa séria: a tolerância ao álcool é zero. Qualquer índice superior a 0,05 mg de álcool no sangue vai fazer você perder seu direito de dirigir por um ano, além de multa e retenção do carro. A partir de 0,34 temos flagrante de crime por embriaguêz. Não vale a pena arriscar, não é mesmo?
Mas eu fico pensando numa coisa: a fiscalização da Lei Seca, a cargo da Polícia Militar, só ocorre no período noturno e nas primeiras horas da madrugada. Entretanto, se isso fosse feito até mesmo durante o dia, muita gente seria parada e enquadrada na nova legislação.
Você duvida?
Vamos imaginar a seguinte situação: você sai para uma festa e lá encontra seus amigos, conversa, come alguns canapés e bebe; toma lá umas três ou quatro doses de uísque e  depois ainda participa do brinde com o anfitrião tomando champagne. Voltar para sua casa não é problema: sua namorada, que não bebeu, volta dirigindo seu carro em absoluta segurança. No dia seguinte, cedo, você acorda, toma um banho, se veste e vai trabalhar com seu carro. Será que não sobrou vestígio de álcool no seu corpo? A resposta é positiva, sobrou sim! Se você for parado às oito horas da manhã e tiver que soprar o etilômetro – bafômetro para os íntimos – haverá alteração e, dependendo da quantidade de álcool, poderá ser até tipificado como crime, irá preso e responderá a Processo.
Exagero? Pode até ser mas acredite... é assim mesmo! Se você se dispuser a fazer uma pesquisa na Internet, vai constatar que um copo de cerveja, que tem só 4% de teor alcoólico, demora uma hora para sair completamente de seu organismo. Destilados como uísque, vodka ou cachaça possuem teor alcoólico muito superior, acima de 40% e, portanto, demora muito mais para deixar seu corpo “limpo”. A Polícia Rodoviária Federal preconiza um intervalo de doze horas, após a ingestão de álcool, para que você volte a dirigir.
Somos um País de gente que, na sua maioria, bebe. Temos isso arraigado, é uma coisa cultural. O álcool sempre foi socialmente aceito e símbolo de alegria, comemoração, entrosamento. Ligado a acontecimentos felizes, o excesso de álcool é quase sempre o responsável por grandes tragédias no trânsito, com acidentes pavorosos que ceifam a vida de inocentes.
Só que não basta nem a existência da Lei, temos que limitar nossas comemorações em função de nossos semelhantes. Ah, mas a legislação não é muito dura? Talvez seja sim e  é bom que ela nos sirva de alerta. Vamos tirar deste momento uma lição para respeitar a integridade e a vida do próximo e a nossa, também.
Um brinde à vida!

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

2013


Não gosto de finais, de términos. Nunca gostei. Desde criança a sensação é a mesma: quando algo acaba sempre deixa um vazio, uma coisa meio incompleta, fora um sentimento de tristeza – também inexplicável.
Quando estava na escola era época de provas finais, a progressão de uns e a retenção de outros: partida para uma série nova, nova classe, nova sala, novos colegas e novos professores – e tinha que começar tudo de novo...
No campo de relacionamentos os términos são a maior tortura: não gosto de sofrimento, de dor, de saudade.
Dizem que o velho dá lugar ao novo e talvez seja isso o que me assusta: não lido muito bem com novidades e me sinto mais seguro pisando em terreno conhecido.
Devo confessar, entretanto, que estou torcendo para este ano de 2012 acabar logo. Foi um ano péssimo, tive muitas derrotas pessoais, íntimas. Conflitos acabaram na pior solução possível e se isso me trouxe amadurecimento também provocou mais cabelos brancos do que eu gostaria...  Decididamente, não vai ser um ano para se guardar na memória.
É claro que não posso – e não vou – esquecer de pessoas que conheci, das que me ajudaram quando mais precisei e das que me viraram as costas também! Positiva ou negativamente, todos contribuem para nosso crescimento interior: aprendemos a ser mais espertos, mais conectados.
Como todo final de ano – todo!!! – ouço sempre as mesmas coisas, de que o ano novo vai ser diferente, mais cheio de esperanças e repleto de realizações. Juro que esboço um sorriso bem próximo da sinceridade mas uma dúvida sempre me assusta... será que vai ser, mesmo?
Longe de parecer pessimista, vou logo dizendo que encaro as coisas com realismo, parâmetros bem distintos.
Assim, o que posso desejar a todos, longe de um pieguismo totalmente dispensável, é que 2013 seja um período bem legal de suas vidas e que consigam passar por ele sem grandes problemas – aí sim, dando vazão àquela esperança, sentimento tão gostoso e necessário para nossa sobrevivência.